que fique a lembrança do dia 3 de Dezembro... Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.
São pessoas... apenas diferentes!
Iniciei este blog quando vim para S. Miguel. Alguns interesses mudaram, mas a essência continua a mesma. Posso estar mais crescida, com um marido (açoreano), mais um filho, com família lá, com família cá e com mais 6 anos de rugas em cima, mas continuo a ser a Margarida. (A tentar ser feliz...) =)
sábado, 4 de dezembro de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
muito interessante!
http://365coisasquepossofazer.blogspot.com/
Passei grande parte da minha tarde a tirar ideias para adoptar nas minhas rotinas...
Aconselho a dar uma vista de olhos! =)
Passei grande parte da minha tarde a tirar ideias para adoptar nas minhas rotinas...
Aconselho a dar uma vista de olhos! =)
segunda-feira, 14 de junho de 2010
há qualquer coisa em mim...
=)
Mais um ano de Santo António em S. Miguel...
Este rodeado de caipirinhas e caipiroscas a terminar em casa de um "Ricardo" com fados, improvisações, ritmos e canções.
Com saudades de Lisboa, uma marcha me anima e revejo nos sotaques a energia que me ilumina a vida! São os acordes de uma guitarra, o som de uns bongós, a voz da Marta rodeados de quadros gigantes, um skate e um biombo ao pé da casa de banho. Pormenores que relembro com alguma dificuldade dada a imensidão de sons que me rodeavam, as vozes e todos os ritmos que encaixavam perfeitamente uns nos outros, a maravilha da música até aos primeiros raios de sol do dia seguinte.
Adormeço num colchão ao lado de uma esperguiçadeira de canas, e acordo com uma manta por cima que me aqueceu durante a madrugada de 13 de Junho.
Vou à carteira e tiro um papel de multibanco para agradecer a "estadia forçada", mas mais do que isso, a familiaridade que vivi, a genuinidade que senti dos sons que se ouviram, das saudades que relembrei dos meus tempos em Alfama (e não só) com música de manhã à noite, do bom que é adormecer entre acordes e vozes improvisadas...
Fecho a porta tentando não fazer barulho...
obrigada*
Mais um ano de Santo António em S. Miguel...
Este rodeado de caipirinhas e caipiroscas a terminar em casa de um "Ricardo" com fados, improvisações, ritmos e canções.
Com saudades de Lisboa, uma marcha me anima e revejo nos sotaques a energia que me ilumina a vida! São os acordes de uma guitarra, o som de uns bongós, a voz da Marta rodeados de quadros gigantes, um skate e um biombo ao pé da casa de banho. Pormenores que relembro com alguma dificuldade dada a imensidão de sons que me rodeavam, as vozes e todos os ritmos que encaixavam perfeitamente uns nos outros, a maravilha da música até aos primeiros raios de sol do dia seguinte.
Adormeço num colchão ao lado de uma esperguiçadeira de canas, e acordo com uma manta por cima que me aqueceu durante a madrugada de 13 de Junho.
Vou à carteira e tiro um papel de multibanco para agradecer a "estadia forçada", mas mais do que isso, a familiaridade que vivi, a genuinidade que senti dos sons que se ouviram, das saudades que relembrei dos meus tempos em Alfama (e não só) com música de manhã à noite, do bom que é adormecer entre acordes e vozes improvisadas...
Fecho a porta tentando não fazer barulho...
obrigada*
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Tempo
O tempo perguntou ao tempo...
Eu pergunto...
MÃE: Tenho que dar banhos, dar jantar (e almoço ao fim de semana), vestir, despir, calçar, levar brinquedos, contar histórias, fazer biberons, brincar, ensinar, passear, preparar festas de anos, ir a festas de anos, educar, gastar dinheiro, fazer fatos para os dias comemorativos originais...
EMPREGADA: Tenho que ir a reuniões, preparar sessões, pensar formas e tácticas de resolver problemas dos outros, formações, visitas domiciliàrias, ver e escolher e "fiscalizar" material de construção e plantas e legislação e mobiliàrio e utensílios, participar casos de violação a Ministério Público, ir testemunhar ao Ministério Público, dar aulas, cantar, falar com os pais, falar com escolas, reuniões com Vereador da Cultura, enviar mails, marcar aulas fazer telefonemas, dar entrevistas, divulgar, "tapar buracos"...
DONA DE CASA: Tenho que fazer jantar e almoço e lanche (e sopa!!), limpar, lavar loiça, lavar roupa, secar roupa, compras, arrumar, separar roupa que já não serve, pagar contas, pagar contas, pagar contas...
EU: Tenho de ouvir música, escrever, ler (nem me lembro da última vez que abri um livro!), passear, descançar, ter amigos em casa, passar bom tempo com a minha filha, fazer a depilação, cozinhar com amor, aprender, pensar, sentir, pintar...
Quanto tempo é preciso para poder fazer tudo isto bem feito, ter prazer em fazê-lo e ainda ser feliz??
Felicidade que anda tão perto e tão longe... em coisas tão simples completamente abafadas pelas obrigações... ideais esquecidos pelo sistema em que vivemos, que nem tempo temos de pensar em nada... o dinheiro que é necessário para comer, vestir, e para ter o mais básicos hábitos de higiene afoga-nos em tarefas árduas e cansativas, fazendo-nos esquecer o prazer que pode existir em fazer tudo!
o sol põe-se todos os dias, e quantos dias da nossa vida nós olhamos para ele?? Lembro-me de algumas vezes... em Azeitão quando era pequena... laranja e quente em dias de verão com a familia alargada, com cachos de uvas em primeiro plano e amores perfeitos a fazer o chão... ao longe, desaparece deixando uns tons entre o laranja e rosa... e aparece o cheiro de ovos recheados ou de rolo de carne feitos pelas bis-avós...
Outra, na praia do V, como lhe chamávamos... com uma cerveja na mão a molhar os pés nas ondas a rebentar com força... a saia comprida molhada, uma canção e um grupo de amigos mais atrás fazendo parte com toda a cumplicidade... penso que uma estava sentada pensativa...
Ainda outra, a caminho de uma terra de ninguém... com o mar calmo, música nostálgica, e vontade de partilhar e ensinar como pode ser maravilhoso aquele momento mínimo...
lembro-me de três ou poucas mais vezes do pôr do sol em toda a minha vida... o quanto nós andamos aleanados... revolta-me!!!
Eu pergunto...
MÃE: Tenho que dar banhos, dar jantar (e almoço ao fim de semana), vestir, despir, calçar, levar brinquedos, contar histórias, fazer biberons, brincar, ensinar, passear, preparar festas de anos, ir a festas de anos, educar, gastar dinheiro, fazer fatos para os dias comemorativos originais...
EMPREGADA: Tenho que ir a reuniões, preparar sessões, pensar formas e tácticas de resolver problemas dos outros, formações, visitas domiciliàrias, ver e escolher e "fiscalizar" material de construção e plantas e legislação e mobiliàrio e utensílios, participar casos de violação a Ministério Público, ir testemunhar ao Ministério Público, dar aulas, cantar, falar com os pais, falar com escolas, reuniões com Vereador da Cultura, enviar mails, marcar aulas fazer telefonemas, dar entrevistas, divulgar, "tapar buracos"...
DONA DE CASA: Tenho que fazer jantar e almoço e lanche (e sopa!!), limpar, lavar loiça, lavar roupa, secar roupa, compras, arrumar, separar roupa que já não serve, pagar contas, pagar contas, pagar contas...
EU: Tenho de ouvir música, escrever, ler (nem me lembro da última vez que abri um livro!), passear, descançar, ter amigos em casa, passar bom tempo com a minha filha, fazer a depilação, cozinhar com amor, aprender, pensar, sentir, pintar...
Quanto tempo é preciso para poder fazer tudo isto bem feito, ter prazer em fazê-lo e ainda ser feliz??
Felicidade que anda tão perto e tão longe... em coisas tão simples completamente abafadas pelas obrigações... ideais esquecidos pelo sistema em que vivemos, que nem tempo temos de pensar em nada... o dinheiro que é necessário para comer, vestir, e para ter o mais básicos hábitos de higiene afoga-nos em tarefas árduas e cansativas, fazendo-nos esquecer o prazer que pode existir em fazer tudo!
o sol põe-se todos os dias, e quantos dias da nossa vida nós olhamos para ele?? Lembro-me de algumas vezes... em Azeitão quando era pequena... laranja e quente em dias de verão com a familia alargada, com cachos de uvas em primeiro plano e amores perfeitos a fazer o chão... ao longe, desaparece deixando uns tons entre o laranja e rosa... e aparece o cheiro de ovos recheados ou de rolo de carne feitos pelas bis-avós...
Outra, na praia do V, como lhe chamávamos... com uma cerveja na mão a molhar os pés nas ondas a rebentar com força... a saia comprida molhada, uma canção e um grupo de amigos mais atrás fazendo parte com toda a cumplicidade... penso que uma estava sentada pensativa...
Ainda outra, a caminho de uma terra de ninguém... com o mar calmo, música nostálgica, e vontade de partilhar e ensinar como pode ser maravilhoso aquele momento mínimo...
lembro-me de três ou poucas mais vezes do pôr do sol em toda a minha vida... o quanto nós andamos aleanados... revolta-me!!!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
relembrar...
A Lua mágica entre o último e o novo ano... com luz branca fria como a neve, com uma névoa na claridade que a envolvia... o tamanho do mundo, perto de nós... ou o tamanho do mundo de distância. Um momento de felicidade e paz momentânea faz-me descansar a cabeça no meio do transito, provavelmente com uma música porreira das que passam na Radar...
Sentem-se medos que acompanham todo o processo... vive-se uma situação de aceitação com alguma bondade...
Conseguir avaliar, como elemento externo, toda a nossa vida, proporciona um entendimento e um conhecimento de todo o percurso percorrido até à data. É possível reparar nas pequenas coisas que fazemos menos produtivas e das quais perdemos nosso tempo sem darmos por isso e, ganhando consciência, substituí-las por coisas boas, coisas que nos tornam melhores, mais genuínos e mais felizes.
A Lua mágica entre o último e o novo ano... com luz branca fria como a neve, com uma névoa na claridade que a envolvia... o tamanho do mundo, perto de nós... ou o tamanho do mundo de distância. Um momento de felicidade e paz momentânea faz-me descansar a cabeça no meio do transito, provavelmente com uma música porreira das que passam na Radar...
Sentem-se medos que acompanham todo o processo... vive-se uma situação de aceitação com alguma bondade...
Conseguir avaliar, como elemento externo, toda a nossa vida, proporciona um entendimento e um conhecimento de todo o percurso percorrido até à data. É possível reparar nas pequenas coisas que fazemos menos produtivas e das quais perdemos nosso tempo sem darmos por isso e, ganhando consciência, substituí-las por coisas boas, coisas que nos tornam melhores, mais genuínos e mais felizes.
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