

Depois de um telefonema de quase 1h de uma grande amiga minha de muitos, muitos anos, relembro com muitas, muitas saudades todo o ambiente em que vivi mesmo no centro da minha terra natal.
O Famoso Pátio dos Quintalinhos onde passei tantas alegrias e descobertas... Já existente desde 1290 (segundo me consta!) foi a primeira Universidade de Lisboa mandada construir por D. Dinis.
Grande S. António de 2007, em que o Pátio transbordou de pessoas de diferentes nacionalidades, idades e culturas, de mocas e bebedeiras de sangria com maçã cortadas aos bocadinhos pequeninos e vinho do Pingo Doce e (claro que não podia faltar) a famosa sardinha comprada pelo amigo da Ana Maria.
Alguns enjoos, má disposição e dores de barriga se seguiram depois de um desespero de horas para estacionar o carro (que foi parar à Rua da Junqueira)...
Contudo não deixou de ter a sua magia tão esperada de viver onde se comemora uma das festas mais tradicionais de Lisboa: o Sto. António!!
A última janela do último andar no cantinho do edificio tinha uma vista do Rio Tejo que, ao entrarmos lá dentro não reparámos sequer como eram as divisões da casa, era tudo um sonho que nada parecia real! Era perfeita!
Alguns meses depois, por ser MUITO pequenina... acabou...
As tardes de chuva a bater na velux do tecto do meu pequeno quarto, as noites quentes com a Lua cor-de-laranja, o chá da gorreana que o Daniel tinha trazido nas canecas do gato preto enquanto ouviamos repetidas vezes o CD buenna vista social club...
"Uma gaivota, traça a rota de um cacilheiro,
de rua em rua vai gritando um aguadeiro,
em cada esquina um pregão de uma varina...
Velha Lisboa a tua alma é de menina..."