segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Casamentos, filhos e crises matrimoniais...

Porque será que as pessoas se casam?? Ou mesmo porque se juntam? A resposta a isso é muito simples : porque pensam que aquela pessoa é a tal e que vão ser felizes a vida toda!!!... o pior é quando se apercebem que a vida que optaram não foi a que sempre sonharam e aí começam os problemas...

Por exemplo, começam as discussões devido a incompreensões de ambas as partes ou até mesmo por não saberem ouvir o outro. pode existir uma revolta acerca da opinião do outro ou simplesmente pela não concordância com a mesma. Podem existir reacções à frustração menos próprias e o respeito pela liberdade de expressão deixa de existir. As pressões do dia a dia também facilitam estas situações menos agradáveis, como por exemplo o cansaço de um dia de trabalho e ter que preparar o banho das crianças e o jantar da família toda, noites mal dormidas, a vulnerabilidade das hormonas da gravidez, pressões sociais por parte da família de uma ou ambas as partes, entre muitas, e muitas mais milhares de coisas...

Depois de discussões que podem levar à ruptura de um sonho onde outrora nos sentíamos os "seres mais poderosos do Universo" e mais felizes também, onde a magia reinava num conto de fadas qual princesa e príncipe encantados, chega a era das trevas onde guerras de bruxas e demónios nos assaltam o coração!

Esses demónios e essas bruxas, deixam-nos fracos e inseguros, com dúvidas de se algum dia fizemos as coisas bem feitas, se o que fazemos está correcto (se é bom ou mau, segundo aquilo que acredito) e se ainda vamos conseguir ser felizes um dia com todas as controvérsias que o nosso sonho originou.

Ouvimos os gritos dos nossos filhos a chorar, sabemos que chamam por nós e que sofrem para estar junto de quem os quer ter à força, de quem acredita que os ama incondicionalmente, mas que não pode ficar com eles uma noite porque vai trabalhar no dia seguinte ou porque quer ir ao cinema com a nova namorada, ou mesmo porque berrou tanto durante a noite que os leva a questionar a qualidade da educação que os seres pequeninos levam durante todo o muito tempo em que estão ausentes quer em espaço real como em pensamento e interesse.

Eu quero acreditar que o tempo de qualidade que passamos com os seres pequeninos que saíram das nossas entranhas são superiores a viver num inferno constante (não só para nós como para eles, porque assistir a discussões e não só, acredito que seja pior do que as saudades e a insegurança momentânea) para eles terem a tal família nuclear que os faz feliz, como vendiam nos anos 50. Assim, o inferno torna-se ocasional, eles começam por sofrer uma vez de duas em duas semanas, depois passa de uma vez por mês para uma vez de vez em quando, depois... quando se lembram!

No entanto, mesmo sabendo tudo isto e todas as probabilidades de as coisas correrem como foram acima descritas, ficamos sempre com emoções ao rubro quando vemos num casamento de um grande amigo, a possibilidade de existir realmente a felicidade a dois...

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