terça-feira, 29 de dezembro de 2015

À minha filha,

Depois do teu nascimento muitas coisas mudaram, passei a dormir menos, a sair menos, a passar menos tempo com os amigos, e passei a viver outras coisas... passeios pela praia ao fim do dia na tua companhia, gargalhadas no meio de cócegas incansáveis, pinturas de quadros com as mãos, histórias do patinho feio acompanhadas com canções, visitas ao mercado com maçãs roidas, beijos ao som do "Muah!", abraços quando as saudades já são muitas, um toque só para ver se estou ali...


Sim minha filha, estou aqui! E sempre estarei! A dançar, a cantar, a aconchegar-te e acalmar-te depois de um pesadelo, ou simplesmente a só estar... só a sentir a tua presença para que quando olhares para mim compreendas que te amo e que estou simplesmente ali...


Mesmo quando não me ouves e não me deixas explicar a razão das coisas, mesmo quando não te deixo ir para a minha cama, mesmo quando testas todos os limites ao teu alcançe, vou continuar... vou continuar a amar-te, a dar-te o teu espaço quando não quiseres estar ao pé de mim e, no meio disto tudo, a passar muito tempo contigo, afinal sou tua mãe... e estás no meu coração.

(texto guardado nos rascunhos há uns anos)

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